sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Sem criatividade pra colocar um título


        E são nessas horas que a vontade de escrever aparece. E de novo as palavras são meu refúgio. É quando o coração transborda e a mente entra em colapso que elas - as palavras - surgem. Pedem para ser escritas. Normalmente escrevo quando estou bem, feliz. Quando a realidade é tão maravilhosa que transpõe a razão e merece ser fincada numa folha de papel ou numa tela de computador. Admito que, apesar da facilidade e agilidade do computador, ainda sou mais adepta ao velho papel + caneta. Gosto da sensação de riscar quando errei alguma coisa, para ficar gravado ali que eu errei ou apenas mudei de ideia. Aqui é diferente, tenho que apagar fazendo as palavras se perderem para sempre.
      Vamos ao assunto de hoje: não tem assunto. Simplesmente deu vontade de escrever. Estou num dia típico da Bárbara, que as pessoas insistem em NÃO ENTENDER! Gosto da solidão, gosto de estar na minha companhia, gosto de viajar e ter a liberdade de voar em meus pensamentos sem interrupções. Sou de peixes, poxa! Tenho um mundo próprio e vivo nele. Já desisti de tentar fazer as pessoas conhecerem esse mundo porque perderia o sentido. (A verdade é que eu desisti porque ninguém entende mesmo, mas isso é segredo nosso, ok?)  A graça está nele ser único. Só meu! Do meu jeito, apenas. Só isso, é pedir muito? 
       Estou confusa! (Nossa Bárbara, que novidade!) A real é que sempre estou confusa. Acho que o que acontece é que eu penso demais. Estou o tempo todo pensando e pensando. Mas meu lado emocional me controla tanto, que na hora de agir eu faço tudo por impulso. E quase sempre - leia-se sempre - da merda! Acabo me enfiando em uma grande bola de pelo (poderia falar bola de neve, mas aqui não tem neve e tem bastante cachorro, por isso achei mais apropriado). O problema é que essa bola só vai aumentando e aumentando e nunca consigo diminuir e eu estou lá dentro ficando cada vez mais imersa nessa bola gigantesca que está me consumindo até eu ficar completamente sem ar e PUF! Não aguentar mais. 

       Acabou. 
       Em apenas alguns segundos. 
       Consigo destruir essa bola. 

       O problema é que já comecei a formar outra. Sempre tem outra!
       Por isso, nunca vou parar de escrever.

Bárbara Aguiar


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